DISTORÇÕES, ÁCIDO E FLORES  
 



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O que é isto?
 


THE BROGUES

 

 BROGUES - I Ain't No Miracle Worker

 

Podemos constatar ao longo da história do rock que, nem sempre a longevidade é sinal da qualidade de uma banda. Há bandas antológicas, como The Searchers e The Ventures que possuem uma longa história a ser contada e há também bandas medíocres que também possuem muito tempo de estrada. Por outro lado, há bandinhas insignificantes que duram pouco tempo e depois mergulham no anonimato, como também há bandas maravilhosas que ficam na cena também por um tempinho mas deixam a sua passagem registrada nas mentes dos verdadeiros amantes do rock´n´roll. A essa última categoria é que pertence a banda americana de hard-garage-R&B dos anos 60 The Brogues.



Escrito por William às 12h24
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THE BROGUES

Como em toda boa banda de rock que se preze, a história dos Brogues carrega algumas lendas ( Isso já virou tradição na História do Rock; Vide a lenda da morte de Paul McCartney, que reverbera até hoje...). Há pelo menos duas lendas interessantíssimas que cercam a biografia do grupo e que eu aproveito para esclarecer aqui. Lá vai:

1. Nunca houve nenhum membro dos Brogues chamado “Bill Cole”. A formação da banda sempre foi Eddie Rodrigues na guitarra, Rick Campbell nos teclados, Bill Whittington no baixo e Greg Elmore na bateria, com Gary Duncan juntando-se a eles no vocal no verão de 1965. Gary chamava a si mesmo de “Gary Cole” na ocasião – afinal, seu verdadeiro nome era “Gary Grubb” -, o que talvez possa explicar a aparição desse personagem chamado “Cole”.

2. A banda gravou apenas seis canções durante a sua curta existência: seus dois únicos compactos “Someday” / “But Now I Find” e “I Ain´t No Miracle Worker” / “Don´t Shoot Me Down”, mais uma anterior versão demo para “Someday” e a canção “Journey”. A versão alternativa de “Someday” está no recentemente lançado cd Hush Records Story . “Journey” é um número instrumental que mais se parece com tema de game-show de televisão e não é muito boa. Não há nenhuma canção gravada pela banda intitulada “Early Bird”; Isso é produto de alguém com uma imaginação muito fértil.

 



Escrito por William às 12h23
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THE BROGUES

O começo dos Brogues foi como o da maioria das bandas da época. Eles se reuniram por volta de 1964 em sua cidade-natal, Merced, Califórnia. Eles eram veteranos do cenário pré-Beatles dessa região, onde o que predominava era o R&B e a surf music instrumental. Mas na ocasião em que Eddie, Rick, Bill e Greg resolveram unir suas forças e formar a banda, a Invasão Britânica estava na ordem do dia. E esta foi a razão pela qual batizaram a banda com o nome Brogues: “Música Americana com um Sotaque Britânico”. Eles continuaram tocando R&B mas, ao invés de o fazerem na linha de Fred King e James Brown, o som dos Brogues estava mais para Pretty Things e The Animals.

Dentro de um período de dois meses, eles se tornaram os reis da cena local. Ostentando cabelos longos e com uma delirante presença de palco, traziam multidões de adolescentes barulhentos em cada local em que se apresentavam. Enquanto a maioria das bandas locais ostentava sempre a mesma “boa” aparência (cabelos curtos e ternos da moda) e tocavam uma ou duas canções dos Beatles em suas apresentações, em concordância com a moda corrente, os Brogues se vestiam como punks e tocavam, em seus shows, preciosidades do rhytm´n´blues britânico como “Hubble Bubble Toil & Trouble” e “Mama Keep Your Big Mouth Shut”.

 



Escrito por William às 12h22
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THE BROGUES

A banda promovia as suas próprias apresentações e tudo estava indo bem. Foi então que resolveram partir até Fresno para gravar duas demos. Essas demos foram enviadas para várias gravadoras e a banda recebia sempre pouca ou nenhuma resposta de volta. Isso, até Clara Thompson, da Hush / Twilight Records ouvi-los e imediatamente instruir o seu filho Garrie a contratar a banda. Em 23 de junho de 1965, os Brogues adentraram a Coast Recorders de San Francisco, e gravaram as duas músicas do seu primeiro compacto simples: “Someday” e “But Now I Find”. O lado A, “Someday”, composta e cantada por Eddie, realmente não soava como a banda ao vivo, mas ainda assim, era um excelente folk-rock. Rick deixou de lado os teclados e tocou baixo nesta gravação, enquanto Bill tocou guitarra acústica de 12 cordas. Já a canção “But Now I Find” mostra forte influência dos britânicos The Kinks e é mais típica do estilo da banda, com uma retumbante introdução do baixo de Bill e a selvageria guitarrística de Eddie. A composição é de Rick e Greg e traz Rick no vocal.



Escrito por William às 12h21
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THE BROGUES

O compacto saiu pela Twilight poucas semanas após a gravação e se tornou imediatamente um sucesso radiofônico na área central da Califórnia, alcançando altos números de execução em estações de Bakersfield e Fresno. Conseqüentemente, a banda viajou muito nessas áreas e se apresentou conjuntamente em shows com Zombies, Jewel Akens, Shirley Ellis e outros notáveis. Depois de uma apresentação em Stockton, onde dividiu palco com a banda The Ratz, o grupo teve uma nova aquisição: o vocalista Gary Duncan, com seu vocal resoluto e sua aparência punk, tudo em perfeita consonância com o estilo dos Brogues. O grupo ainda estava promovendo o single “Someday” quando eles apareceram em um programa de TV de Los Angeles chamado Ninth Street West  e o apresentador teve que engolir uma dose de “atitude punk” aplicada por Gary:

APRESENTADOR: E então, Gary, eu ouvi dizer que a banda tem viajado muito por muitos lugares. É verdade?

GARY: Não.

APRESENTADOR: Bem, não foi isso que eu andei ouvindo...

GARY: Bem, você ouviu errado !

Seguindo a insolência de seu vocalista, a banda foi escorraçada para fora do estúdio por produtores gritando: “Vocês nunca trabalharão aqui novamente!” Mas isso não foi problema para os Brogues. Rapidamente eles foram contratados pela gravadora independente Challenge para gravar o segundo compacto da carreira da banda. Depois de duas apresentações em San Francisco no começo de novembro de 1965, os Brogues viajaram para Los Angeles para gravarem o seu segundo e sensacional compacto – mas isso quase não aconteceu. A banda ficou detida em um motel da Sunset Boulevard com uma pilha de acetatos.  Aquilo parecia um jogo de dados da gravadora, que os ordenou a encontrar, no meio daqueles discos todos, alguma coisa que eles quisessem gravar. Aquilo parecia que não ia acabar bem, mas a banda viu na canção “ I Ain´t No Miracle Worker”, um despretensioso tema “eu-contra-o-mundo” que se adequava bem a eles. Então, com algumas horas de sobra, eles fizeram um agressivo arranjo com influência de Animals e transformaram a canção em um hino de protesto punk.

 



Escrito por William às 12h20
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THE BROGUES

Embora nunca tenha se tornado um grande sucesso, a canção “I Ain´t No Miracle Worker”, da dupla de compositoras Nancie Mantz & Annette Tucker (responsáveis também por outro clássico dos anos 60, a canção “I Had Too Much To Dream Last Night”, imortalizada pelos Electric Prunes), é um hino punk dos anos 60. Há várias gravações dessa música, desde Chocolate Watchband até grupos italianos. Mas, assim como Jimi Hendrix Experience imortalizou “Hey Joe”, a versão “definitiva” de “I Ain´t No Miracle Worker” pertence aos Brogues.

Os vocais de Gary crepitam lentamente, com uma veemência melancólica digna de um Van Morrison, declinando e crescendo de acordo com a tensão rítmica do arranjo dinâmico. No refrão, Gary entra cantando lentamente “I ain´t no miracle worker, I do the best that I can...” para, logo em seguida, explodir: “I ain´t no miracle worker, oh, Lord, I ain´t no miracle man!”

Após as duas primeiras estrofes, um riff de guitarra surge com uma inacreditavelmente raivosa saraivada de efeito semelhante ao fuzz; um baixo vigoroso empurra a melodia adiante; e, então, após Gary cantar a última estrofe, um riff de teclados deságua em uma derradeira explosão emocional.

 



Escrito por William às 12h19
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THE BROGUES

O lado B, “Don´t Shoot Me Down” foi gravado no mesmo dia e no mesmo estúdio em poucos minutos. A canção diz algo do companheirismo e concisão do grupopois mostrava que eles podiam surgir com uma gravação matadora em curto período de tempo. A propósito, eles não usaram pedal fuzz nas gravações. Eles usaram os cones esfarrapados do alto-falante do amplificador de Eddie, que produziu um efeito de zunido semelhante ao fuzz em ambas as músicas.

“I Ain´t No Miracle Worker” tinha tudo para se tornar um grande sucesso mas, infelizmente, poucas semanas após a gravação, não haveria mais os Brogues para promovê-la. Eddie e Rick foram os primeiros a debandar. Esforços desesperados foram feitos para preencher as vagas dos dois, mas os outros perceberam que aquela química especial que existia no grupo não poderia ser mais recriada. A magia acontecia apenas com a formação original. Então, eles decidiram dissolver o grupo.



Escrito por William às 12h18
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THE BROGUES

 

Fascinados pelo que estava ocorrendo na cidade, Greg e Gary decidiram continuar lá e posteriormente se envolveram na formação do Quicksilver Messenger Service (cuja obra-prima é o disco Happy Trails, de 1969, um clássico do acid rock e perfeito representante da West Coast music). Nessa mesma época, Bill entrou para a banda de folk-rock The Family Tree. Mas nada seria como antes. É raro uma banda existir por tão pouco tempo e deixar seu nome registrado com tanta honra na História. Esse foi o caso dos Brogues, uma banda que será lembrada sempre por todos os que gostam de verdade do autêntico rock de garagem sessentista.

 

FONTES DE PESQUISA:

·        Cream Puff  War Magazine.

·        Nuggets: Original Artyfacts From The First Psychedelic Era Booklet.

 

 



Escrito por William às 12h15
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THE TIRTEENTH FLOOR ELEVATORS

 

 

 

É quase um consenso geral entre os reais admiradores de rock que o ano de 1967 foi O ano. Foi O ano em que as obras-primas definitivas do rock´n´roll foram feitas. Concordo absolutamente. E nem há como discordar: Foi em 1967 que vieram à luz verdadeiras preciosidades como Forever Changes, do Love, Odessey and Oracles, dos Zombies, The Piper At The Gates Of Dawn, do Pink Floyd e o primeiro disco dos Doors, só para citar alguns. O que muitos injustamente esquecem é que sem 1966 não haveria 1967. Isso, além de lógica estúpida, significa que, tudo o que se viu de delírio musical em 1967, já havia sido prenunciado em 1966. Se não, vejamos: foi em 1966 que tivemos Revolver, dos Beatles,  Pet Sounds, dos Beach Boys, Psychedelic Lollipop, dos Blues Magoos, entre outros.  Entre essas “outras” obras (algumas injustamente esquecidas), temos uma obra-prima de loucura, filosofia, garagem e psicodelismo. Trata-se do enlouquecido LP The Psychedelic Sounds Of The Thirteenth Floor Elevators. O LP vinha na esteira do grande sucesso da música “You´re Gonna Miss Me” (clássico absoluto da garagem sessentista, incluído na trilha sonora do filme Alta Fidelidade e regravada recentemente pela banda paulistana The Transistors). Os Elevators eram altamente transgressores. A biografia da banda está recheada de prisões por porte de entorpecentes e acusações de apologia às drogas. Tudo culminando na suposta “loucura” de seu líder, Roky Erickson, uma espécie de Syd Barrett texano. A música dos Elevators é altamente identificável. Tudo por causa de uma geringonça chamada “jarro elétrico”, idealizada e manipulada pelo “filósofo” da banda, o maluquete Tommy Hall. O texto de apresentação das músicas é de autoria de Hall e são um primor de maluquice pop-lisérgica misturada com filosofia e misticismo. Parece que os Elevators, além de querer pirar a cabeça de seus fãs com o seu som alienígena, queriam disseminar também uma espécie de filosofia “popdélica”. O disco abre com a intensidade e a loucura de “You´re Gonna Miss Me”. Erickson canta com seu vocal “jaggeresco” : “You´re gonna wake up one morning as the sun greets the dawn...Ah, you did´nt realize you´re gonna miss me, baby, you´re gonna miss me, child…” É uma música de uma força de entrega e de uma fúria garageira impressionantes. Por isso mesmo virou um clássico. Um antídoto para essa porrada garageira é a lisergia dark de “Roller Coaster”, onde os Elevators levam o ouvinte a uma chapadíssima viagem repleta de altos e baixos. O cérebro ainda está afetado pela loucura da primeira faixa, mas a poeira vai baixando até chegar à balada “Splash 1 (Now I´m Home)”, que é praticamente obrigatória em qualquer antologia de baladas psicodélicas que se preze. Belíssima, com a guitarra hipnótica de Stacy Sutherland e a letra que é mais um link da estranha filosofia da banda:”I´ve seen your face before, I know you all my life...”. Mais riffs hipnóticos de guitarra temos em “You Don´t Know How Young You Are”. A loucura prossegue com as chapadíssimas “Reverberation” e “Don´t Fall Down”, provas incontestes de que os Elevators sabiam compor com inigualável maestria refrões chapados e em total sintonia com a loucura que estava acenando no horizonte daquele 1966. A loucura desemboca na torporizante “ The Kingdom Of Heaven”, em que eles declaram que “o Reino do Céu está dentro de você.” No ano seguinte, a banda lançaria o incensado Easter Everywhere, considerado por muitos como a melhor obra deles. Mas, como ocorre com o Pink Floyd  (em que os críticos dizem ser The Dark Side Of The Moon o melhor disco, mas a maioria dos fãs prefere o primeiro, The Piper At The Gates Of Dawn), o disco que vai permanecer como a obra máxima desses malucos texanos será essa preciosidade chamada The Psychedelic Sounds Of  The Thirteenth Floor Elevators. 

 

 



Escrito por William às 20h31
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Paul McCartney, manchando um pouquinho a sua imagem de "bom moço", estruturada desde o início da banda, coloca em Revolver uma esfuziante ode à marijuana : "Got To Get You Into My Life", com metais à la Motown. Revolver foi o começo de tudo o que estava prenunciado para acontecer: Guitarras distorcidas e muita loucura. Que o diga o beach boy Brian Wilson, que, a partir do primeiro instante em que ele ouviu Revolver, entrou em uma "disputa" com os Beatles para ver quem é que faria a obra-prima definitiva da Era Psicodélica. Com Revolver, o estrago já estava feito. Depois viria Sgt. Pepper´s, mas aí já é outra história...capa do disco Revolver 



Escrito por William às 15h33
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O disco tem outras pérolas também, como a sinfonia-pop "Eleanor Rigby" e as duas melhores canções de amor escritas por McCartney depois de "Yesterday": "Here, There and Everywhere" e "For No One". Harrison viaja até a Índia com "Love You Too". Depois mostra a sua agressividade em "Taxman" e toda a sua timidez em "I Want To Tell You".

Escrito por William às 12h26
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